O que os grafites do Beco da Codorna mostram sobre sua percepção de Goiânia

O que os grafites do Beco da Codorna mostram sobre sua percepção de Goiânia
Escrito por Aproveite a Cidade no dia na categoria Cidade

Dizem que a arte urbana tem por essência estar em toda parte pela cidade, ser acessível. Na capital, de dentro dos veículos que trafegam pela Avenida Anhanguera, no Centro, é fácil passar despercebido pelo Museu de Arte Urbana de Goiânia. Preste atenção. Filtre as fachadas chamativas e comece a apreciar um corredor de cores vibrantes. Desde 2014, o Beco da Codorna tornou-se um reduto da cultura do grafite na cidade.

Entrada do Beco da Codorna volta-se para a Avenida Anhanguera, no Centro de Goiânia

O local abriga eventos musicais, feiras e a cada dois anos o festival “O Beco”  – o próximo está previsto para abril de 2018 -, em que as paredes ganham novas intervenções. “As pessoas se surpreendem porque tem um acúmulo de trabalhos juntos. Remete a filmes, a outros lugares do mundo, a Miami (EUA), a São Paulo, ao Beco do Batman (Vila Madalena, na capital paulista)”, afirma Eduardo Aiog, presidente da Associação dos Grafiteiros de Goiás (AGG).

Para o também empresário, que montou uma galeria no espaço (a @upointgraffiti), o Beco tem ganhado notoriedade nacional e é frequentado diariamente por visitantes interessados na cultura das ruas e fotógrafos. “Quando as pessoas entram no beco, elas têm outra expectativa do que esperam ver. Você entra em um lugar para ter uma sensação e acaba tendo outra”, avalia Flávio Medeiros, que é produtor cultural, sobre a magia em torno do local.

As obras do Museu de Arte Urbana são renovadas periodicamente com o festival “o Beco” ou intervenções individuais

Em fevereiro deste ano, o artista de Uberlândia (MG) Tiago Dequete incrementou o Beco da Codorna com um painel interativo – há obras de 80 artistas. As asas multicoloridas foram pensadas para suprir um comportamento comum de quem passa por ali. A necessidade de se fotografar. Aiog explicou que na cidade natal do grafiteiro também foi feito um grafite com asas, que é extremamente popular.  “Está tendo fila no final de semana”, relatou Aiog sobre a intervenção no Beco.

Pausa para foto com as asas feitas pelo mineiro Tiago Dequete. Painel, finalizado em fevereiro de 2017, é o queridinho dos visitantes

Cena goiana

Localmente (que bom!), há uma efervescência de artistas e produções. José Augusto Iowa, Roberto Deneri, Wes Gama, André Morbeck e Mateus Dutra são nomes listados por Aiog, que se orgulha de ter sido o representante goiano em encontros e eventos relevantes como a 3ª Bienal Fine Art de Graffiti, em São Paulo (2015).  Todavia, o presidente da AGG ressalta que a cena de arte urbana em Goiânia é forte desde a década de 90. “É a percepção das pessoas que mudou. Quando foram ver, a cidade inteira estava interferida.”

Nova obra

Uma nova experiência interativa será oferecida ao público que frequenta o Beco da Codorna a partir de domingo (25/6). Segundo Eduardo Aiog, o local contará agora com uma pintura de chão. Ele não deu detalhes sobre o desenho ou artistas envolvidos na interferência, apenas exaltou que trata-se de uma tendência mundial.

Todos os ângulos reservam surpresas no Beco da Codorna. Estas foram feitas nas paredes da galeria Upoint

 

Beco da Codorna – Museu de Arte Urbana de Goiânia

Funcionamento: Todos os dias;

Endereço: Av. Anhanguera, 5331 – St. Central

Instagram: @upointgraffiti / Funcionamento Upoint: de terça-feira a sexta-feira, das 10h às 18h; domingo de 15h às 21h;

Facebook: www.facebook.com/upointgraffit

Contato: (62) 98599-8279.

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