Pesquisa da UFG: câncer pode ser diagnosticado pela cera de ouvido

Pesquisa da UFG: câncer pode ser diagnosticado pela cera de ouvido
Escrito por Carlos Freitas no dia na categoria Cidade

Um estudo realizado no Laboratório de Métodos de Extração e Separação (Lames), ligado ao Instituto de Química (IQ) da Universidade Federal de Goiás (UFG), concluiu que o exame clínico da cera de ouvido pode levar à detecção de doenças como câncer. Dessa forma, os detalhes do estudo estão no artigo científico Cerumenogram: a new frontier in cancer diagnosis in humans. Ele foi publicado no Scientific Reports Nature. O veículo de comunicação dos mesmos editores da revista Nature, de elevado fator de impacto na comunidade científica mundial.

“Nós observamos que esses perfis são diferentes. Assim, ccom base nessas diferenças conseguimos montar um banco de dados. Dessa forma, conseguimos dizer se uma pessoa está ou não com câncer. Inclusive quando se encontra em estágio inicial. O que é importante, já que há maiores chances de cura quando a doença é diagnosticada nas fases iniciais”, explica o coordenador geral do Lames, Nelson Roberto Antoniosi Filho.

Resultados chamam atenção da comunidade científica

 

UFG revela pesquisa que detecta câncer pela cera de ouvido

Coordenador geral do Lames, Nelson Roberto Antoniosi Filho. “pesquisa revela se uma pessoa está ou não com câncer, inclusive quando se encontra em estágio inicial” | Foto: Natalia Cruz (Secom/UFG)

 

O processo todo permite que em cinco horas seja verificado se o paciente tem ou não câncer. A análise pode ser feita em até sete dias, a partir da data da coleta. “É bastante vantajoso, pois além de não ser invasivo, praticamente todas as universidades brasileiras possuem a tecnologia adequada e a instrumentação necessária para se fazer esse tipo de análise”, pontua o coordenador.

Assim, para o professor, a cera de ouvido tem se mostrado o melhor meio para fazer o diagnóstico de câncer. Afinal, isso acontece por ser um material que contém, em uma pequena quantidade de amostra, uma elevada concentração de substâncias de interesse.

Os resultados chamam a atenção da comunidade científica para a continuidade dos estudos. Em Goiás, o Hospital Araujo Jorge deverá firmar parceria com a UFG para a ampliação dos estudos. Em São Paulo, aconteceu por solicitação do médico Luiz Juliano Neto, o hospital A.C.Camargo. O local é referência internacional no tratamento e na pesquisa do câncer. Por isso, também deseja firmar parceria em pesquisa com a UFG.

E tem mais!  Uma das maiores autoridades mundiais em câncer de cabeça e pescoço, o oncologista Luiz Paulo Kowalski, também do A.C.Camargo, demonstrou grande interesse em contribuir com as pesquisas, por meio da coleta de material e validação dos resultados em pacientes já diagnosticados.

Sobre a UFG

A Universidade Federal de Goiás foi fundada em 1960 com a fusão de cinco faculdades já existentes. Com 156 cursos de graduação, mais de 6 mil vagas disponíveis por ano na graduação e mais de 30 mil alunos. Assim, a Universisade está presente nas cidades de Goiânia, Aparecida de Goiânia, Catalão, Goiás e Jataí. Além da graduação, a UFG oferece 78 cursos de pós-graduação. São mestrados, doutorados e mestrados profissionais, com mais de 4.200 estudantes.

Sobre a pesquisa

Artigo: Cerumenogram: a new frontier in cancer diagnosis in humans

Primeiro autor: João Marcos Gonçalves Barbosa

Coordenador da pesquisa: Nelson Roberto Antoniosi Filho

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