Goiânia está entre as capitais brasileiras com as menores taxas de assassinatos, segundo o Anuário 2026 de Cidades Mais Seguras do Brasil, elaborado pela MySide. A capital goiana ocupa a quarta posição no levantamento, com 15,2 assassinatos por 100 mil habitantes, índice cerca de 29% abaixo da média nacional, de 21,5. O resultado representa um avanço de duas posições em relação à edição anterior e a menor taxa registrada por Goiânia desde o início da série histórica do anuário.
Na comparação anual, a taxa de assassinatos em Goiânia teve redução de aproximadamente 20%. A capital goiana é a segunda mais bem colocada do Centro-Oeste no ranking, à frente de Cuiabá (17,0) e Campo Grande (19,5). No cenário nacional, ocupa a quarta posição, atrás de Florianópolis, com taxa de 11,5 assassinatos por 100 mil habitantes, São Paulo (12,3) e Brasília (12,4).
Os números também são acompanhados pela redução dos homicídios dolosos registrados na capital. Dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), do Ministério da Justiça, reunidos pela plataforma Crime Brasil, mostram que as ocorrências tiveram uma queda de 51%.
O anuário utiliza dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Ministério da Saúde para comparar a violência letal nos municípios. O indicador considera especificamente os assassinatos e não abrange outros tipos de crime, como roubos e furtos, nem mede a percepção de segurança da população.
Programa Goiânia + Segura
O prefeito Sandro Mabel lançou, em setembro deste ano, o programa Goiânia + Segura, que reúne iniciativas para ampliar a prevenção e fortalecer a proteção da população. Entre as medidas estão a expansão do videomonitoramento, o reforço da presença da GCM em terminais de ônibus, praças, parques e pontos estratégicos, além de ações voltadas à proteção das mulheres.
O programa prevê chegar a 10 mil câmeras conectadas à rede de monitoramento da cidade, somando equipamentos próprios e dispositivos integrados da iniciativa privada. A estrutura municipal inclui a instalação de 1,8 mil câmeras de alta resolução, das quais 220 já estavam em operação no lançamento do programa. Também está prevista a implantação de um novo Centro Operacional até 2028, com uma rede de mais de 800 quilômetros de fibra óptica e conexão com 626 prédios públicos.
A prefeitura também está investindo no reforço da Guarda Civil Metropolitana. A frota recebeu 111 veículos, entre utilitários, motocicletas, micro-ônibus e outros modelos destinados às atividades operacionais. A gestão anunciou ainda concurso para o chamamento de 200 agentes, com outros 500 nomes previstos em cadastro de reserva, além da aquisição de armamentos e equipamentos para ampliar a capacidade de atuação da corporação.
O patrulhamento é reforçado em locais de grande circulação e em áreas consideradas estratégicas a partir de dados sobre fluxo de pessoas e registros de ocorrências. Nos pontos de ônibus, por exemplo, a operação diária ocorre entre 4h e 6h, com 40 viaturas e 65 agentes da Ronda Ostensiva Municipal (ROMU), além do Grupo de Operações com Cães e do apoio da Polícia Militar.
O programa inclui ainda medidas para proteger mulheres em situação de violência, com a Patrulha Mulher Mais Segura. Atualmente, 1.052 mulheres estão cadastradas no aplicativo Prefeitura 24h, que disponibiliza o Botão do Pânico.
“As ações nossas têm que ser em conjunto. Nós queremos fazer de Goiânia a cidade mais segura para se viver e já tem sido referência neste sentido”, afirma o prefeito Sandro Mabel.












