Fazia quase uma década que não tirávamos férias em família. Ao retornar à estrada nas primeiras semanas do ano dedicadas ao descanso, escolhemos um destino que faz parte da nossa história: Olivença, um distrito da cidade de Ilhéus (BA), a 16 km do Centro.  A minha irmã Carla Falcão (@falcaocarla) e eu (@paulafelipefalcao) perdemos a conta de quantas (seis ou sete) vezes este foi o cenário do recesso escolar de janeiro. Mas, desta vez, tudo pareceu diferente e MUITO mais bonito.

https://www.instagram.com/p/Bd7Q__yDcJs/?taken-by=aproveiteacidade

É engraçado ter esta percepção, uma vez que é bem claro que o local vive um momento mais acanhado em termos de turismo.  À noite, não há mais tanto movimento na rua principal de Olivença, antes com restaurantes abarrotados, gente na varanda e uma série de lojinhas de lembranças abertas até altas horas. Segundo comerciantes locais, o que se vê é impacto da crise econômica e da ascensão de cidades como Itacaré (BA), a 70 km dali.

Publicidade

https://www.instagram.com/p/BdpKL5xDVO-/?taken-by=aproveiteacidade

Sair de carro de Goiânia, enfrentar 1,5 mil km e dois dias dentro de um carro teve uma recompensa muito valiosa. Em comparação ao que já passamos viajando nas estradas, o caminho estava em muito bom estado - percorremos rodovias em Goiás e na Bahia.  A verdade é que nosso coração foi acalentado pela brisa do mar, o balançar  das folhas dos coqueiros e os dias que começavam e terminavam cedo, porque a ideia era aproveitar ao máximo as praias.

Ficamos hospedados em um condomínio de apartamentos à beira mar, o Jubiabá. A diária para quatro pessoas tem preço decente, a vista é deslumbrante e a estrutura, ótima, com piscinas, quadra de areia, bar e churrasqueiras.  Por causa da cozinha no apartamento economizamos em ao menos duas refeições, o café da manhã e o jantar. As compras foram feitas nos mercadinhos da vizinhança.

https://www.instagram.com/p/BdpobORjkiL/?taken-by=paulafelipefalcao

Publicidade

https://www.instagram.com/p/Bdvdke9jFua/?taken-by=aproveiteacidade

https://www.instagram.com/p/BdsfXRPjDWX/?taken-by=aproveiteacidade

Logo depois do café, saíamos para a praia e a escolha das cabanas levou em conta as experiências anteriores que tivemos em Olivença. Revivemos locais onde já tínhamos  uma conexão afetiva. A busca foi por locais simples, com mar sem pedras e buracos, bom para o banho,  além de uma cabana com cerveja gelada (em média 8 reais, a de 600 ml) e comida gostosa para nos receber. Algo bacana nas praias ao Sul de Ilhéus é o fato de ter fontes de água doce que desembocam na praia. Os riozinhos com águas ferruginosas são ótimos.

Em uma das barracas que visitamos, as mesas e cadeiras são colocadas no leito do rio, de águas rasas, que encontra o mar metros à frente. É bem interessante! A única ressalva é se atentar a objetos que não podem cair na água, como o celular. A praia de Sirihyba foi a nossa estadia favorita. Em qualquer um destes locais o “peixe vermelho frito” inteiro será uma belíssima refeição (em média, R$ 65).

https://www.instagram.com/p/Bd5ansrjKaO/?taken-by=aproveiteacidade

As melhores experiências gastronômicas que tivemos ocorreram na praia do Cururupe. A cabana Corurupe Beach é a mais estruturada do lugar. É bem grande, com mesas de madeira e até um segundo andar. Lá, o rio Cururupe desagua no mar. É possível andar de caiaque em um leito largo, passar pela ponte, ir até o mangue.  E quando a maré sobe as ondas ocorrem já na água doce. Na barraca, vale pedir a moqueca de dourado. É deliciosa!

Comemos a moqueca de peixe grande, que vem acompanhada por arroz e pirão (R$ 113). Serviu bem quatro pessoas. Não abra mão do molho de pimenta.  É uma mistura bem peculiar com ao menos dois tipos de pimenta, tomate, coentro e leite de coco. Faz toda a diferença na degustação.

Moqueca de peixe (dourado) grande. Receita da cabana Cururupe Beach é saborosa e farta. Acompanha arroz e pirão

Outra refeição que nos marcou muito foi o prato mais tradicional da cabana Peixe na Brasa. Como descrever o sabor do peixe (vermelho, o nosso queridinho) com jeitinho de churrasco? Vem servido na folha de bananeira e as postas macias desmancham com a colher, praticamente sem espinhas (R$ 84, o quilo). Saboreamos em uma praia deserta, com areia finíssima e branquinha (veja a seguir).  Foi o melhor dia dos dez que passamos em Olivença e é bem difícil ranquear.

https://www.instagram.com/p/Bd8zaZaB2et/?taken-by=paulafelipefalcao

Por fim, só queria dizer que as fotos não fazem jus à paisagem ou ao sentimento que temos pelo lugar. Ainda assim, recomendamos apreciar!

Olha essa paisagem! Orla de Olivença (Ilhéus - BA) tem águas cristalinas
Peixe na brasa custa R$ 84, o quilo. Sabor da receita simples impressiona
Pedra das praias de Olivença são bem visíveis e formam piscinas naturais, como esta em que Paula Falcão, do #teamaproveite, posou para a foto
Cor do mar evidencia encontro de água salgada com água ferruginosa do rio
Carla Falcão, do #teamaproveite, na praia de Sirihyba, nosso principal recanto durante as férias em Olivença
Jangada de pescador era extremamente rústica. Em alguns casos, pescados e mariscos saem do mar direto para sua mesa
Quando a maré está cheia alcança pedras da praia de Sirihyba. Foto foi tirada às 10h
Estelino e Kika, nossos pais, se divertem em barraca na praia do Cururupe
Mesas são colocadas no leito do rio em uma das barracas de Olivença, distrito de Ilhéus (BA)
Carla Falcão, do #teamproveite, em meio a coqueiros gigantes em trecho quase deserto da praia do Cururupe
Fim de dia no condomínio Jubiabá, onde ficamos hospedados no distrito de Olivença, a 16 km do Centro de Ilhéus (BA)